No Piauí, 65,8 mil meninos devem ser vacinados contra HPV

Postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) do Piauí já podem vacinar meninos contra HPV. Em todo o estado, 65.143 meninos na faixa etária de 12 a 13 anos além de 742 jovens que vivem com HIV/aids estão aptos a receber a vacina. Até o ano passado, esta imunização era feita apenas em meninas. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos.

A expectativa é imunizar em todo país mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, que também passarão a receber as doses. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões. Não haverá custos extras para a pasta, já que no ano passado, com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos. Assim, o Ministério continua com a mesma determinação, que é de fazer mais com os mesmos recursos financeiros.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca a importância da vacinação nos meninos. “A inclusão dos adolescentes faz parte de um conjunto de ações integradas que o Ministério da Saúde tem realizado com o objetivo de conseguir mais resultados com os recursos financeiros já disponíveis. É muito importante a inclusão dessa faixa-etária. Precisamos estimular esta faixa a participar das mobilizações para vacinação”, afirma o ministro Ricardo Barros.

Outra novidade é a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Até o ano passado, a faixa etária para o público feminino era de 9 a 13 anos. Desde a incorporação da vacina no Calendário Nacional, em 2014, já foram imunizadas 5,7 milhões de meninas com a segunda dose, completando o esquema vacinal. Este quantitativo corresponde a 46% do total de brasileiras nesta faixa etária.

“É muito importante que os pais tenham a consciência de que a vacinação começa na infância, mas deve continuada na adolescência. Pais e responsáveis devem ter, com os adolescentes, a mesma preocupação que têm com as crianças. A proteção vai ser muito maior se nós ampliarmos, cada vez mais, o calendário de vacinação da nossa população”, ressaltou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

HPV PARA MENINOS – O esquema vacinal para os meninos contra HPV é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países (Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá). Portanto, o Brasil assegura a sétima posição e a vanguarda na América Latina. A vacina é totalmente segura e aprovada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices). A estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus.

A vacina disponibilizada para os meninos é a quadrivalente, que já é oferecida desde 2014 pelo SUS para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.

Confira abaixo como será a oferta de vacinas para meninos por ano:

Ano População-alvo
2017 Meninos de 12 e 13 anos
2018 Meninos de 11 e 12 anos
2019 Meninos de 10 e 11 anos
2020 Meninos de 9 e 10 anos

HPV PARA MENINAS – Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da OMS indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do vírus, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 265 mil mulheres morrem devido à doença em todo o mundo, anualmente. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima 16 mil novos casos.

Para a produção da vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde promoveu Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Butantan. A transferência está sendo feita de forma gradual e tem reduzido o preço ano a ano. Até 2018, a produção da vacina HPV deverá ser 100% nacional.

Ministério da Saúde

Governo federal começa a venda da Cepisa

O governo federal deu início ao processo de privatização da Eletrobrás-PI, antiga Companhia Energética do Piauí (Cepisa). Na última terça-feira o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emitiu o aviso de licitação para a contratação de serviços de avaliação econômico-financeira necessários para a venda de controles acionários. Na prática isso significa que o governo avança para que o processo de venda seja realizado.

Com a licitação dois grupos de consultores serão contratados. O primeiro vai avaliar econômico-financeiramente as companhias que serão privatizadas, enquanto o segundo vai tratar do modelo de venda e outras ações a serem realizados para o processo seja realizado. Ao todo a primeira parte da licitação vai ter valor máximo de aproximadamente R$ 7 milhões, enquanto a segunda parte vai representar gasto limitado a R$ 40 milhões. A promessa do governo é que a desestatização seja avaliada com um lote conjunto das empresas.

A Cepisa, chamada assim pelo próprio governo federal no aviso de licitação, está ao lado de outras cinco companhias elétricas no lote para ser privatizado: Companhia Energética de Alagoas (Ceal); Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre); Centrais Elétricas de Rondônia S.A (Ceron); Boa Vista Energia S.A.; e Amazonas Distribuidora de Energia S.A.. A venda das empresas em conjunto, segundo o governo é para tentar garantir melhor retorno para a Eletrobras e seus acionistas.

O pregão eletrônico está valendo desde esta terça-feira com a abertura da entrega de propostas e será iniciado no dia 21 de Dezembro. O edital prevê que a aferição da capacidade dos licitantes será realizada no momento da habilitação técnica e levará em conta a modalidade menor preço. O edital está disponível para consulta no site do banco e no portal Compras Governamentais.

Governo federal consegue aprovar créditos suplementares

Na noite em que o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, a Câmara dos Deputados abriu crédito especial de R$ 1,8 bilhão para Encargos Financeiros da União. A relatoria do projeto ficou com o deputado federal Júlio César Lima (PSD) e os recursos serão destinados ao Ministério da Fazenda com a finalidade de compensar o Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS).

O fundo é usado para o pagamento de benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pela desoneração da folha de salários das empresas. De acordo com a Agência Câmara Notícias a compensação é prevista na Lei 12.546/11.

Veja o projeto

Tesouro nacional monta novo critério para saber se Estados podem pagar dívidas

A Agência Brasil informou na última sexta-feira que o Tesouro Nacional vai ter um novo método para saber se os Estados tem capacidade ou não de honrarem suas dívidas. Em Dezembro a nova metodologia entra em consulta pública para entrar em vigor em 2017 como parâmetro para que o Tesouro autorize ou não financiamentos estaduais para obras públicas.

O Piauí é apontado como fora do grupo de Estados que hoje estão entre os “bons pagadores”, aqueles com menor risco de calote, de classificação B ou A. Porém o Estado também não está no grupo dos “maus pagadores”, de classificação D que inclui Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Veja a matéria completa na Agência Brasil

Mainha tenta garantir legalidade das vaquejadas

O deputado federal Mainha, José Maia Filho (PP-PI), entrou para a lista dos parlamentares que está tentando achar uma solução para a confusão envolvendo a prática da vaquejada. O parlamentar apresentou projeto de lei que pretende disciplinar a pratica de vaquejada como atividade cultural e esportiva em todo o País. A proposta ainda tem um longo caminho na Câmara dos Deputados, para talvez um dia virar lei.

A estratégia do parlamentar para tentar manter a legalidade da atividade é investir no estabelecimento de mecanismos de proteção aos animais, de modo a impedir que sejam submetidos a tratamento cruel. Uma lei cearense que tratava da vaquejada como atividade cultural e esportiva foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Na verdade, o STF apreciou o texto de uma lei estadual que não previa mecanismos de proteção aos animais envolvidos na competição, submetendo-os a tratamento cruel. No entanto, é possível regulamentar a vaquejada desde que sejam criadas as condições para evitar a crueldade aos bois, aos cavalos e às pessoas envolvidas”, defende.

Na proposta os organizadores passam a ser pessoas jurídicas com responsabilidade civil e penal por danos aos animais, ao meio ambiente e ao público. Outra especificação é que o local da vaquejada passa a ter dimensões especificadas para a segurança aos vaqueiros, aos animais e ao público, e os muros terão que ser revestidos com espuma para evitar lesões físicas. Esporas, chicotes ou qualquer instrumento que possa ferir os animais ficam proibidos a partir da proposta, assim como  o uso obrigatório de protetor no rabo do boi.

Piauí ganha espaço para novos empréstimos

De acordo com a Agência Reuters o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o Piauí e mais 3 Estados a participarem do grupo de unidades da federação que podem solicitar novas operações de crédito até o fim de dezembro deste ano. O Piauí, junto com Amapá, Tocantins e Rio Grande no Norte não fazem parte do Programa de Ajuste Fiscal (PAF) e não teria acesso a novos empréstimos.

A Agência de Notícias informa que o governo abriu a possibilidade de participação dos Estados nos empréstimos sobre R$ 7 milhões remanescentes do limite para novas operações neste ano. Porém Amapá, Tocantins, Rio Grande no Norte e Piauí só podem ter acesso a R$ 900 milhões, valor destinado a Estados que não estão no PAF.

Veja a matéria completa.

Câmara discute projeto que pode proibir Uber no Brasil

Enquanto a promessa é que o Uber comece a funcionar em Teresina nesta quinta-feira (24), mesmo sem a regulamentação sobre o tema na Câmara Municipal, em Brasília a discussão é se o aplicativo estabelece vínculo empregatício com motoristas. Está em discussão na Câmara dos Deputados um projeto de lei que  assegura aos taxistas a exclusividade no transporte individual de passageiros em todo o País, o que na prática inviabilizaria o Uber nacionalmente.

Entre os parlamentares que participam da discussão do projeto está o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI). Para o deputado do PSB não é justo que  “o taxista seja explorado por proprietários inescrupulosos de bandeira” e é preciso que a legislação possa prever a bandeira de uso individual. Heráclito ainda reclamou da falta de critérios para o serviço Uber e salientou que o pior caminho para solucionar a questão é o confronto.

Veja o projeto completo

Com dados da Câmara dos Deputados

 

Comunicação e Educação à Distância é tema de revista

A revista “Ação Midiática – Estudos em Comunicação, Sociedade e Cultura” está com uma chamada aberta voltada para a Educação à Distância EAD). A chamada está aberta até 19 de setembro de 2016 e mais detalhes estão disponíveis no site da revista. Veja abaixo mais detalhes da chamada

Dossiê “A Comunicação e os desafios do EAD”

A professora francesa Geneviève Jacquinot Delaunay foi uma grande dama da pesquisa francesa em comunicação e educação. Provocativa, instigante, desde os anos de 1960 questionava os métodos tradicionais de ensino e percebia a necessidade de se adequar metodologias e técnicas às novas tecnologias de informação e comunicação. Não para substituir instrumentais ultrapassados, mas para sobretudo para dar conta das novas sensibilidades e capacidades cognitivas, que por sua vez, desencadeavam novos processos comunicativos que refletiam na maneira de ensinar e de aprender.

Jacquinot Delaunay esteve à frente do seu tempo. Participou dos movimentos de maio de 1968 e com um grupo de intelectuais foi uma das criadoras da Université des Vincennes Paris VIII, uma universidade sempre aberta à pluralidade de opiniões e aos estrangeiros. Orientou umas duas dezenas de teses de doutorado de alunos de várias partes do mundo. Dentre eles, a professora Lia Raquel Oliveira, Universidade do Minho (Portugal) e a professora Rosa Maria Cardoso Dalla Costa, do PPGCOM-UFPR. Deixou como legado a aproximação entre seus “thésards” e foi assim, numa visita da professora Lia ao Brasil, que junto com a professora Rosa, decidiram propor a tradução de alguns textos de Delaunay para a língua portuguesa. A professora Lia foi a responsável pela tradução do clássico livro Imagem e Pedagogia, uma das únicas obras de Jacquinot em português, além de alguns artigos.

Como primeiro trabalho, as professoras escolheram para traduzir o número especial da revista francesa DMS – Distances et Médiations du Savoir, número 8, de dezembro de 2014, mês e ano do falecimento de Jacquinot Delaunay. Foram traduzidos doze artigos que neste número especial abordam a EAD a partir de alguma referência aos textos desta autora, a quem todos muito apreciam e em quem muito se inspiraram.

O propósito do dossiê da edição 12 da Revista Ação Midiática é o de possibilitar aos leitores de língua portuguesa o acesso ao pensamento de uma das principais pensadoras, pesquisadoras e educadoras francesas, que ousou desde muito cedo questionar a interface nem sempre harmoniosa da relação comunicação/educação. Com isso, por meio do dossiê, repete-se seu propósito de provocar, sempre! Provocar a reflexão, o debate, a crítica e, também, provocar o instituído.

Neste espírito de provocação, tentando dar conta das novas sensibilidades e capacidades cognitivas da contemporaneidade, as organizadoras do dossiê convidam pesquisadores a submeterem a esse número especial propostas no âmbito das novas formas de EAD que estamos vivenciando. Os artigos podem ser enviados para a revista Ação Midiática até 19 de setembro e 2016.

Entra em vigor renovação do contrato da Eletrobrás-PI

A Eletrobrás-PI conseguiu mais dez anos para se adaptar às metas de qualidade e equilíbrio econômico-financeiro da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A ampliação está na lei que  amplia de 30 para 210 dias o prazo para distribuidoras de energiassinarem aditivo de contrato com o Ministério de Minas e Energia para prorrogar a concessão do serviço. O contrato da Eletrobrás-PI, na lei ainda chamada de Companhia Energética do Piauí (Cepisa), estava vencido desde 2015.

Ao todo além da Eletrobrás-PI serão beneficiadas a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA); Companhia Energética de Alagoas (Ceal); Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron); Amazonas Distribuidora de Energia S.A.; Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre); e Boa Vista Energia S.A.. A proposta também trata do equacionamento da dívida da Eletrobrás com a Reserva Global de Reversão (RGR), fundo setorial que foi incorporado pela CDE. A Eletrobrás usou o fundo para adquirir, em 1998, distribuidoras com dificuldades operacionais e financeiras, que levavam risco à oferta de energia aos consumidores.

Naquela época, foram compradas a Companhia Energética de Alagoas (Ceal), a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), a Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (Ceron) e a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre). A ideia era que essas empresas fossem privatizadas depois de saneadas, mas isso não ocorreu até hoje.

Com dados da Agência Senado