Fifa vai testar sistemas para validar gols

A Fifa anunciou nesta quinta-feira que nove sistemas tecnológicos para detectar quando a bola ultrapassa a linha do gol vão ser testados para que possam ser utilizados nas partidas de futebol.

A associação não identificou os candidatos, todos da Europa, que serão examinados entre setembro e dezembro pelo Laboratório Federal Suíço de Material Científico e Tecnológico.

A Fifa e a International Football Association Board, responsável pelas regras do futebol, vão analisar os resultados em Londres em março e convidar os melhores sistemas para uma segunda rodada de testes. “Cada tecnologia da respectiva empresa será analisada através de uma ampla série de critérios, tanto em condições de luz do dia como com iluminação artificial”, disse a Fifa em um comunicado oficial.

O painel da International Board, composto por dirigentes da Fifa e das quatro associações britânicas, pode aprovar sistemas bem sucedidos em uma reunião agendada para julho de 2011. Primeiro os nove candidatos devem mostrar sua tecnologia de “reconhecimento de chutes a gol, com 100% de precisão exigida, bem como testes de precisão dinâmica e estática com 90% de exatidão na primeira fase”.

A Fifa também exige que o árbitro deva saber dentro de um segundo se um gol foi marcado. A mensagem precisa ser retransmitida “com vibração e um sinal visual necessário para ser enviado para que o árbitro veja. Esta indicação deve ser recebida onde quer que o árbitro esteja posicionado no campo de jogo, ou dentro das áreas técnicas”, disse.

Presidente da Fifa, Joseph Blatter deixou de lado sua oposição aos testes depois que a Inglaterra não teve validado um gol na sua derrota para a Alemanha nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010. Blatter disse que a tecnologia poderia ser usada no Mundial de 2014, no Brasil, embora esse plano tenha a oposição de Michel Platini, presidente da Uefa. O francês prefere usar árbitros assistentes adicionais ao lado de cada gol.

Nove sistemas foram testados anteriormente na sede da Fifa, antes da reunião anual da International Board em março, mas não possuíam a precisão necessária. A Hawk-Eye, empresa comprada pela Sony em março, cuja tecnologia é utilizada em partidas de tênis e críquete para lances duvidosos, se recusou a participar porque o seu sistema usa câmeras que precisariam ser instaladas nos estádios.

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Tecnologia a serviço da inclusão de deficientes visuais na escola

Segundo dados do Censo Escolar 2008/2009, feito pelo Inep/MEC, mais de 55 mil alunos têm deficiência visual no país. Desse total, 51.311 são os chamados estudantes com baixa visão e 4.604 são cegos. Para estudar, seja na escola regular ou na escola especial, eles contam com um grande aliado: a informática. São softwares desenvolvidos justamente para atender à realidade desse público, o que facilita e muito o aprendizado e a inclusão desses alunos.

Para José Francisco Souza, técnico em assuntos educacionais do Instituto Benjamin Constant (IBC) – referência no país em educação de deficientes visuais -, o acesso a esses programas é fundamental para que a pessoa possa interagir melhor com a sociedade e o mundo que a cerca: “Tenho 60 anos e na época em que fui alfabetizado, não tínhamos esses recursos. Hoje as coisas estão mais fáceis. Porém, essa facilidade não pode fazer com que a gente se acomode. É preciso continuar indo além, testar nossos limites, nos superar.”

A informática adaptada para o deficiente visual tem três tipos de programas: os leitores de tela, os ampliadores de tela e os digitalizadores de texto. Os leitores, como o próprio nome sugere, lêem tudo o que está na tela do computador, seja texto, Access, Power point, linguagem de programação, e-mail, MSN, etc. Por isso, são ideais para os cegos totais. Os ampliadores são bons para os chamados baixa visão. Como o programa amplia os ícones, as imagens, as letras e cria contrastes, facilita a leitura de quem tem a patologia da baixa visão, ou seja, não é totalmente cego.

Já os digitalizadores transformam textos em sons. “Todos são muito bons mas cada um atende a uma realidade específica. E um complementa o outro. Por isso, é comum usarmos mais de um programa. Eu por exemplo, gosto muito do DOSVOX e do NVDA.”
Os dois programas citados por Francisco são free, ou seja, podem ser baixados gratuitamente pela internet. O DOSVOX, inclusive, foi desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ). Outros muito bons citados por ele são o JAWS e o Virtual Vision, mas têm o inconveniente de serem pagos. São todos leitores. Na linha de ampliadores, existem o Magic e o ZoomText, também pagos. Já o Openbook é um digitalizador de texto.

Em Salvador, Adriana Garcia Rocha, de 39 anos, conhece bem esses programas. Aos 20 anos perdeu a visão e nem por isso parou de estudar. Procurou o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) e deu prosseguimento à sua formação. Hoje é professora de História, com pós em Cultura Afro-Brasileira. “O DOSVOX e o JAWS foram fundamentais para o acompanhamento dos conteúdos em sala de aula. Não sei o que seria da minha vida sem o acesso à informática que tive e tenho a partir desses softwares. Conquistamos mais autonomia e independência com eles.”

G1

Apple lança novo MacBook e faz mudanças em outras linhas de computadores

Essa vai para os fãs da Apple.A nova linha chamada Macbook Air agora conta com processadores Core i5 e i7 Sandy Bridge da Intel foi lançada na quarta-feira. As novidades não ficam somente restritas aos processadores: o novo teclado é iluminado e o novo MacBook agora vem com portas Thunderbolt. Seguindo o que normalmente acontece com os computadores da Apple, as vendas acontecem no site da Apple e nas Apple Stores.

Enquanto uns entram e outros saem. A linha básica de MacBooks não será mais produzida, assim como não há mais drive de CD e DVD no novo Mac mini. As mudanças podem prejudicar determinados usuários do Mac que faziam uso dos recursos. Para fazer os fãs esquecerem do que não vai mais aparecer nos computadores da companhia, a Apple mudou a memória RAM mínima do computador lançado nesta quarta-feira de 2 para 4 GB em um modelo de 13 polegadas.

Estes modelos de 13 polegadas chegam ao mercado com o preço de R$ 3.799, com 128GB de HD, 4GB de RAM e processador Core i5 de 1,7 GHz. O modelo menor, de 11,6 polegadas vai chegar ao Brasil por R$ 2999 com 64GB de HD e 2GB de memória RAM.

Mulher envia mais SMS de sexo, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada online revelou que as mulheres são mais propensas a enviar SMS com conteúdo sexual do que os homens.

Embora elas pratiquem mais o chamado sexting, as mensagens com fotos ou textos sexuais, o estudo revelou que homens e mulheres são igualmente propensos a trair seus parceiros – seja na vida real, seja no mundo virtual.

O estudo (disponível aqui na íntegra) não possui uma metodologia que permita que suas informações sejam aplicadas de forma abrangente – mas, ainda assim, representa um recorte sociológico do comportamento online.

Ele recebeu o nome de Let your fingers do the talking: sexting and infidelity in cyberspace (Deixe que os dedos falem por você: sexting e infidelidade no ciberespaço) e foi feito por Diane Kholos Wysocki, professora da Universidade de Nebraska, e Cheryl D. Childers, da Universidade Washburn, ambas nos Estados Unidos.

A pesquisa teve como foco um site voltado para pessoas casadas que buscavam parceiros sexuais fora do casamento (AshleyMadison.com). No total, 5.187 adultos responderam a perguntas sobre o uso da internet e seu comportamento sexual na web e na vida real.

As mulheres se destacaram por estarem mais propensas do que homens a trocarem mensagens de conteúdo sexual: 2/3 delas enviavam, contra apenas metade dos homens.

Homens e mulheres traíram na mesma proporção: no total, 2/3 dos participantes afirmaram terem praticado traição online, enquanto mais de 3/4 traíram na vida real. No entanto, homens mais velhos estavam mais propensos a trair na vida real do que homens mais jovens.

Outra conclusão do estudo é a de que, embora a busca por parceiros ocorresse na internet, o que a maioria das pessoas buscava era um parceiro que pudesse levar para a vida real.

InfoOnline

Google substitui partes da memória, segundo pesquisa

Uma pesquisa publicada pela revista Science mostra que o Google está nos levando a esquecer. A ferramenta de procurar não está chupando nossos cérebros como os mais afoitos poderiam supor. Apenas está liberando memória em nossas mentes para outras informações de memória recente. Basicamente é assim: O que antes guardávamos na nossa mente como informações desse texto, por exemplo, agora deixamos para procurar no Google quanto estamos interessados.

O estudo foi conduzido pela Universidade de Columbia e colocou grupos de voluntários em contato com diversas informações para depois serem questionados a respeito. A conclusão do estudo é que os computadores viraram uma espécie de “memória externa” coletiva. Há um lado bom e um lado ruim destes resultados: o bom é que temos memória livre para guardar outras e outras lembranças, mas precisamos ficar mais conectados para lembrar um telefone de uma pizzaria ou então o aniversário daquele amigo que você sempre esquece.

Em síntese, você está cada vez mais ligado ao seu computador e não sabe. Duvida? Experimente tentar lembrar coisas como determinados endereços ou outras informações. Se você sentir vontade de procurar no Google vai só comprovar a pesquisa.

Inscrições para Enade começam nesta segunda

A partir desta segunda-feira começam as inscrições para o Exame Nacional do Desempenho de Estudantes (Enade) que seguem até o dia 19 de agosto. O exame é destinado a avaliar a qualidade dos cursos superiores no Brasil. As provas acontecem no dia 06 de novembro. Nas últimas edições do Enade o Piauí tem sido destaque tanto na ponta de cima como na de baixo.

A prova é semelhante ao Enem, tem duração de 4 horas com 30 questões específicas por curso e 10 questões de conhecimentos gerais. A previsão do Ministério da Educação (MEC) é que hajam 1,2 milhão de inscritos em todo o Brasil e 400 mil estudantes passem pela prova. A divulgação dos inscritos vai ficar a cargo das instituições de ensino superior. Quem for indicado para fazer o Enade deve acompanhar a situação da inscrição na página eletrônica do Inep entre 22 e 31 de agosto.

Em anos anteriores o Piauí ficou em destaque por extremos no Enade. O curso de gestão de recursos humanos do Instituto Federal do Piauí (IFPI) ficou com conceito 5 no último Enade, entre os com melhor avaliados no Brasil. Enquanto isso teve 4 cursos na Universidade Federal do Piauí (Uespi) entre os com pior avaliação do país.

Estão abertas as inscrições para Programa de Jornalismo da revista Science

A revista americana Science está com inscrições abertas para seu Programa Experimental de Jornalismo Científico. As vagas são para trabalhar como estagiário na área de conteúdo da revista, em Washington, Estados Unidos. Os candidatos serão contratados por um período de 6 meses.

Para se inscrever, o candidato deve ter terminado o Ensino Superior ou estar no último ano de conclusão do curso. As inscrições vão até março de 2012 e devem ser feitas através do formulário disponível no site da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, em inglês). Além do formulário, o candidato deve enviar seu currículo e, em alguns casos, elaborar uma redação para mostrar suas capacidades de escrita.

A revista Science deve dar prioridade aos estudantes que tiverem interesse em escrever notícias relacionadas ao mundo científico. As bolsas são para dois períodos diferentes: o primeiro de janeiro a junho e o segundo de julho a dezembro.

Durante o período do estágio, os selecionados estarão contribuindo com material para a revista e também para o portal ScienceNOW. Além disso, o estagiário será responsável por pesquisar, auxiliar na produção e dar apoio aos outros escritores e editores da revista. A revista vai ajudar o aluno com uma bolsa-auxílio de valor não divulgado.

Universia Brasil

Programa permite compartilhar arquivos em qualquer computador

Os mais antigos já perderam vários arquivos em um disquete. Os mais novos gravaram seus projetos em CD´s, DVD´s e pen drives e na hora H perderam tudo. Para tentar evitar estes problemas está em desenvolvimento um serviço baseado na computação “na nuvem” para guardar arquivos, o Dropbox. Com o serviço aquele arquivo de texto ou planilha de dados, por exemplo, podem ficar disponíveis no computador e no site para ser acessado em qualquer lugar.

Para ter acesso ao serviço é preciso criar uma conta no site e fazer um download para o computador. Até mesmo smartphones podem usar o serviço através das plataformas iPhone (iOS), Android e BlackBerry. Assim que faz a conta estão disponíveis 2GB de espaço gratuitamente. Com valores não muito altos o usuário pode ter acesso a pacotes de 50 GB e 100 GB de espaço na nuvem. No funcionamento o aspecto mais importante é que no momento que o usuário faz a edição no computador, se estiver sincronizado com a nuvem, as alterações já ficam salvas e disponíveis para mudanças em outros computadores.

A fundação do projeto aconteceu em 2007 e lançado em setembro de 2008 o Dropbox tem cerca de 50 funcionários e tem a sede em San Francisco, na Califórnia. Atualmente, o Dropbox está disponível em cinco línguas: Inglês, Alemão, Espanhol, Francês e Japonês e possui mais de 25 milhões de usuários registrados. Mais dados no site da empresa, ou no twitter, ou no Facebook.

Universidades britânicas tentam atrair 10 mil estudantes brasileiros

Por enquanto é só notícia de jornal, mas pode vir a tornar-se realidade. Universidades britânicas estão montando um projeto para atrair 10 mil alunos brasileiros. Mas, isso teria um preço e até certo ponto bem salgado: o governo brasileiro teria de pagar pelas vagas dos estudantes.

A ideia foi divulgada pelo jornal britânico Observer e segundo a publicação vem se desenvolvendo desde o mês passado quando o ministro das Universidades britânico, David Willetts, teria apresentado um plano em que o governo brasileiro destinaria um total de 18.700 libras para cada estudante. O valor equivale a aproximadamente R$ 47 mil e seria para estudantes que passassem até um ano no país, segundo a reportagem do Observer.

O projeto foi motivado pelo corte de 200 milhões de libras (R$ 500 milhões) do financiamento estatal da educação superior na Grã-Bretanha. A medida gerou protestos entre os estudantes do país já que deve resultar no corte de 24 mil vagas nas universidades.

Processo de revalidação de diplomas estrangeiros deverá ser agilizado

O Ministério da Educação realizará estudos com o objetivo de conferir agilidade ao processo de revalidação de diplomas expedidos por universidades estrangeiras. O anúncio foi feito pelo secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa. De acordo com o secretário, será apresentada na próxima semana à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), durante reunião do conselho pleno da entidade, a proposta de formação de um grupo de trabalho que deverá discutir a criação de mecanismos para tornar o processo de revalidação mais ágil.

A intenção é que não haja interferência na autonomia das universidades e que seja garantida a exigência da qualidade. O grupo de trabalho será formado por representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Educação (CNE) e Andifes.

Entre as propostas apresentadas está a criação de uma lista de universidades estrangeiras para as quais o processo de revalidação seria feito a partir de trâmites padronizados. Para isso seriam escolhidas instituições com reconhecida qualidade no meio acadêmico internacional, com sistemas de avaliação reconhecidos e compatíveis com os critérios brasileiros.

O secretário também reforçou a necessidade de criação de uma força-tarefa para zerar o passivo de diplomas estrangeiros que atualmente encontram-se nas universidades do país. A Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (Anpgiees), que também participou do debate, estima que existam cerca de 2 mil diplomas estrangeiros nessa situação. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) são competentes para revalidar os diplomas estrangeiros as universidades públicas brasileiras.

“Temos que reconhecer o esforço de nossas universidades, mesmo que elas não possuam as condições ideais para esse processo, que exige de fato muita cautela”, disse Luiz Cláudio. “Mas não podemos admitir que um estudante tenha que esperar, em alguns casos, mais de cinco anos para ter seu diploma revalidado. Ainda que a decisão seja pelo indeferimento do pedido de revalidação, o aluno não pode esperar todo esse tempo.”

O secretário reforçou a importância conferida pelo governo brasileiro à cooperação internacional, citando o programa em elaboração pelos ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia, que prevê a oferta de 75 mil bolsas de estudo no exterior no prazo de quatro anos. Para Luiz Cláudio, a iniciativa reforça ainda mais a necessidade de rediscussão sobre o processo de revalidação.

“Não podemos permitir que um estudante brasileiro estude no exterior com incentivo do próprio governo e tenha dificuldades para ter seus créditos reconhecidos, revalidar seu diploma e exercer a profissão em nosso país.”

Além do secretário, participaram da audiência representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); da Câmara de Educação Superior do CNE; da Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (Anpgiees) e da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia de Lisboa.

MEC